{"id":4291,"date":"2025-03-30T22:54:10","date_gmt":"2025-03-31T01:54:10","guid":{"rendered":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/?p=4291"},"modified":"2025-03-30T22:54:11","modified_gmt":"2025-03-31T01:54:11","slug":"as-mulheres-no-mercado-de-trabalho-avancos-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/03\/30\/as-mulheres-no-mercado-de-trabalho-avancos-e-desafios\/","title":{"rendered":"As mulheres no mercado de trabalho: avan\u00e7os e desafios"},"content":{"rendered":"\n<p>Carla Reita Faria Leal  e Fernanda Brand\u00e3o Can\u00e7ado.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3949\" style=\"width:266px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg 684w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-768x1151.jpeg 768w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1025x1536.jpeg 1025w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1000x1498.jpeg 1000w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-500x749.jpeg 500w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1.jpeg 1068w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com as recentes celebra\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es do dia 8 de mar\u00e7o, o Dia Internacional das Mulheres, alguns pontos sobre a participa\u00e7\u00e3o destas no mercado de trabalho merecem destaque.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Muito se ouve falar sobre as disparidades ainda existentes entre homens e mulheres quando o assunto \u00e9 o mundo do trabalho, mas parece que at\u00e9 hoje o tema n\u00e3o foi totalmente assimilado pela sociedade de uma forma em geral, sobretudo pelos empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dados coletados por pesquisadores demonstram que, ainda que mais escolarizadas, mulheres t\u00eam menor participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho formal. De acordo com dados de 2022 do IBGE, a taxa de participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho naquele ano era de 53,3%, enquanto a taxa de participa\u00e7\u00e3o masculina era de 73,2%, n\u00famero que se contrap\u00f5e ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o p\u00fablico feminino supera o masculino tanto na participa\u00e7\u00e3o de cursos de gradua\u00e7\u00e3o presencial quanto na conclus\u00e3o do ensino superior. Ou seja, as mulheres t\u00eam qualifica\u00e7\u00e3o formal em percentual maior que os homens, mas nem por isso ocupam maiores propor\u00e7\u00f5es de posi\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Superados os desafios de serem mais qualificadas, ao chegarem ao mercado de trabalho as mulheres ainda encontram uma dificuldade adicional que diz respeito \u00e0 diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No tocante ao tema, muito embora tenha havido uma diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade salarial entre homens e mulheres, ela persiste. O 1\u00ba Relat\u00f3rio Nacional de Transpar\u00eancia Salarial e de Crit\u00e9rios Remunerat\u00f3rios, mecanismo criado pela Lei n.\u00ba 14.611\/2023, que obriga as empresas com 100 empregados ou mais a divulgarem semestralmente a sua realidade remunerat\u00f3ria e suas pol\u00edticas de contrata\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o sob a perspectiva de g\u00eanero, aponta que as mulheres ganham 19,4% menos do que os homens no Brasil. Entretanto, quando se trata de mulheres exercendo cargos de dire\u00e7\u00e3o, como dirigentes e gerentes, a diferen\u00e7a sobe para 25,2%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em Mato Grosso, a discrep\u00e2ncia \u00e9 ainda maior: as mulheres ganham 31,4% a menos do que os homens, sendo o quarto Estado da Federa\u00e7\u00e3o com maior desigualdade salarial no Brasil, perdendo apenas para Esp\u00edrito Santo, Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No geral, se os n\u00fameros analisados levarem em considera\u00e7\u00e3o a ra\u00e7a, as mulheres negras, al\u00e9m de estarem em menor n\u00famero no mercado de trabalho formal, apenas 16,9% do total, s\u00e3o as que possuem os menores sal\u00e1rios, j\u00e1 que recebem apenas 66,7% da remunera\u00e7\u00e3o das mulheres n\u00e3o negras e apenas 53,17% dos homens brancos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Para al\u00e9m da quest\u00e3o hist\u00f3rica, sabe-se que as raz\u00f5es para tal desigualdade s\u00e3o multifatoriais. Entretanto, ultimamente muito tem se debatido sobre os impactos das atividades de cuidado de pessoas e afazeres dom\u00e9sticos n\u00e3o remunerados na jornada de trabalho formal e nos sal\u00e1rios das mulheres. Isso porque, em 2023, segundo pesquisa FGV\/IBRE, as mulheres dedicaram mais que o dobro do tempo dos homens nas atividades de cuidados. Enquanto a m\u00e9dia nacional naquele ano foi de aproximadamente 25h de cuidados semanais por parte das mulheres, os homens se dedicam aos cuidados em torno de 11h semanais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Especialistas no assunto indicam que o fato de ainda ser atribu\u00eddo \u00e0 mulher o papel de cuidado do lar e da fam\u00edlia (filhos, idosos e pessoas com defici\u00eancia) faz com que o trabalho fora do \u00e2mbito dom\u00e9stico n\u00e3o possa ser priorizado, sendo a estas relegados os trabalhos menos remunerados, informais, prec\u00e1rios e com menores cargas hor\u00e1rias, o que com certeza tem reflexos profundos em seus rendimentos e sua empregabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Mesmo aquelas que est\u00e3o no mercado de trabalho formal possuem dificuldade de ascender na carreira, de ter acesso aos cargos com remunera\u00e7\u00f5es melhores, pois, al\u00e9m do preconceito enfrentado no avan\u00e7o da carreira, num constante questionamento de suas capacidades, os afazeres dom\u00e9sticos diminuem a sua disponibilidade para se dedicar \u00e0 atividade profissional, o que acaba sendo um empecilho para as mulheres avan\u00e7arem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">H\u00e1 expectativa que esta realidade melhore a partir de pol\u00edticas p\u00fablicas que v\u00eam sendo desenvolvidas, a exemplo da Lei n.\u00ba 14.611\/2023 mencionada, a qual n\u00e3o s\u00f3 obriga as empresas a divulgarem os relat\u00f3rios de transpar\u00eancia salarial e crit\u00e9rios remunerat\u00f3rios, mas tamb\u00e9m determina a ado\u00e7\u00e3o por parte destas de programas de apoio \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o de mulheres e capacita\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as a respeito do tema da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">De todo modo, olhando para o passado, temos muito a comemorar. Por\u00e9m, olhando para o futuro, temos muito mais a conquistar. Vamos em frente!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>*Carla Reita Faria Leal e Fernanda Brand\u00e3o Can\u00e7ado s\u00e3o membros do grupo de pesquisa sobre o meio ambiente de trabalho da UFMT, o GPMAT.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Reita Faria Leal e Fernanda Brand\u00e3o Can\u00e7ado. Com as recentes celebra\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es do dia 8 de mar\u00e7o, o Dia Internacional das Mulheres, alguns pontos sobre a participa\u00e7\u00e3o destas no mercado de trabalho merecem destaque. 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