{"id":4183,"date":"2025-02-27T16:51:02","date_gmt":"2025-02-27T19:51:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/?p=4183"},"modified":"2025-02-27T16:51:03","modified_gmt":"2025-02-27T19:51:03","slug":"stf-decide-que-a-licenca-maternidade-comeca-a-partir-da-alta-hospitalar-da-mae-ou-do-bebe-em-casos-de-internacoes-prolongadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/02\/27\/stf-decide-que-a-licenca-maternidade-comeca-a-partir-da-alta-hospitalar-da-mae-ou-do-bebe-em-casos-de-internacoes-prolongadas\/","title":{"rendered":"STF decide que a licen\u00e7a-maternidade come\u00e7a a partir da alta hospitalar da m\u00e3e ou do beb\u00ea em casos de interna\u00e7\u00f5es prolongadas"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Carla Reita Faria Leal e Ana Paula Marques Andrade<\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3949\" style=\"width:336px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg 684w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-768x1151.jpeg 768w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1025x1536.jpeg 1025w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1000x1498.jpeg 1000w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-500x749.jpeg 500w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1.jpeg 1068w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">H\u00e1 muito se debatia no meio jur\u00eddico acerca do in\u00edcio da licen\u00e7a-maternidade nas hip\u00f3teses em que a m\u00e3e ou a crian\u00e7a permanecesse internada ap\u00f3s o parto. Pois bem, recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, confirmou que, em casos de interna\u00e7\u00e3o da gestante ou da crian\u00e7a logo ap\u00f3s o parto por mais de duas semanas, o in\u00edcio da frui\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade e da percep\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-maternidade pelo INSS, caso n\u00e3o tenha se iniciado antes, se dar\u00e1 a partir da alta hospitalar da m\u00e3e ou do rec\u00e9m-nascido \u2013 o que ocorrer por \u00faltimo. O julgamento foi proferido no \u00e2mbito de uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo Partido Solidariedade, na qual foi sustentado que decis\u00f5es judiciais pelo pa\u00eds vinham dando interpreta\u00e7\u00f5es diversas sobre o in\u00edcio da contagem do prazo da licen\u00e7a-maternidade, isso nos casos de nascimento de beb\u00eas prematuros e submetidos a longos per\u00edodos de interna\u00e7\u00e3o, ou no caso de complica\u00e7\u00f5es no parto que levassem a m\u00e3e a ficar internada por mais tempo. O partido do autor da a\u00e7\u00e3o defendeu que a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da legisla\u00e7\u00e3o sobre o tema e a contagem da licen\u00e7a a partir do parto estava reduzindo o conv\u00edvio entre m\u00e3es e filhos, bem como prejudicando o aleitamento materno, logo, pediu que esta fosse interpretada de forma mais harmoniosa com o objetivo constitucional, que \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade, \u00e0 inf\u00e2ncia e ao conv\u00edvio familiar. A licen\u00e7a-maternidade, tamb\u00e9m conhecida como licen\u00e7a \u00e0 gestante, \u00e9 um direito constitucional garantido \u00e0s m\u00e3es que tiverem filhos ou adotaram para que, por um determinado per\u00edodo, o qual \u00e9 remunerado, possam se restabelecer do parto e\/ou se dedicarem \u00e0 crian\u00e7a. Em regra, o prazo da licen\u00e7a \u00e9 de 120 dias. No entanto, caso a empresa seja cadastrada no programa \u201cEmpresa Cidad\u00e3\u201d, esse prazo poder\u00e1 ser ampliado para 180 dias e, com isso, a empresa \u00e9 beneficiada com incentivos fiscais. Vale ressaltar que a licen\u00e7a-maternidade \u00e9 garantida \u00e0s outras seguradas do INSS, por 120 dias, e \u00e0s servidoras p\u00fablicas, cujo prazo j\u00e1 \u00e9 fixado em 180 dias. No que diz respeito ao per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o desse benef\u00edcio, a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) disp\u00f5e que o in\u00edcio do afastamento da gestante pode ocorrer entre o 28\u00ba dia antes do parto e a data do nascimento do beb\u00ea, possibilitando a extens\u00e3o desse per\u00edodo em 2 semanas antes e depois do parto, mediante atestado m\u00e9dico. Todavia, a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 silente nos casos em que m\u00e3es e\/ou filhos sejam submetidos a interna\u00e7\u00e3o com prazo maior. Assim, com o ajuizamento da referida a\u00e7\u00e3o, a discuss\u00e3o sobre o tema residia na prote\u00e7\u00e3o insuficiente das crian\u00e7as prematuras e\/ou com doen\u00e7as graves e de suas m\u00e3es, que, embora demandassem mais aten\u00e7\u00e3o mesmo ao terem alta, tinham esse per\u00edodo reduzido, uma vez que o tempo em que permaneciam no hospital era descontado do per\u00edodo da licen\u00e7a. Ao decidir que o termo inicial da licen\u00e7a-maternidade e do pagamento do respectivo sal\u00e1rio-maternidade come\u00e7a a partir da alta hospitalar do rec\u00e9m-nascido ou de sua m\u00e3e, o que ocorrer por \u00faltimo, a decis\u00e3o em pauta vai ao encontro da prote\u00e7\u00e3o constitucional \u00e0 maternidade, \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 conviv\u00eancia familiar, permitindo que a licen\u00e7a \u00e0 gestante tenha, de fato, o per\u00edodo m\u00ednimo de dura\u00e7\u00e3o de 120 dias previsto no art. 7\u00ba, XVIII, da Constitui\u00e7\u00e3o, pois o direito em tela visa n\u00e3o s\u00f3 a prote\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho, mas, sobretudo, a prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0s crian\u00e7as e ao direito \u00e0 conviv\u00eancia destas com suas m\u00e3es, especialmente em situa\u00e7\u00f5es mais delicadas como a retratada. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>*Carla Reita Faria Leal e Ana Paula Marques Andrade s\u00e3o membros do Grupo de Pesquisa sobre o meio ambiente de trabalho da UFMT, o GPMAT.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Reita Faria Leal e Ana Paula Marques Andrade H\u00e1 muito se debatia no meio jur\u00eddico acerca do in\u00edcio da licen\u00e7a-maternidade nas hip\u00f3teses em que a m\u00e3e ou a crian\u00e7a permanecesse internada ap\u00f3s o parto. 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