{"id":4146,"date":"2025-02-27T15:44:06","date_gmt":"2025-02-27T18:44:06","guid":{"rendered":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/?p=4146"},"modified":"2025-02-27T15:44:07","modified_gmt":"2025-02-27T18:44:07","slug":"a-situacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-em-numeros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/02\/27\/a-situacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-em-numeros\/","title":{"rendered":"A situa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho em n\u00fameros"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><em><strong>Carla Reita Faria Leal e D\u00e9borah Barbosa Camacho<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3949\" style=\"width:287px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg 684w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-768x1151.jpeg 768w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1025x1536.jpeg 1025w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1000x1498.jpeg 1000w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-500x749.jpeg 500w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1.jpeg 1068w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em alus\u00e3o ao m\u00eas de luta pelos direitos das mulheres, precisamos falar das dificuldades dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o em se inserir e se manter no mercado de trabalho, especialmente ap\u00f3s a pandemia da COVID-19, que escancarou a vulnerabilidade a que estas est\u00e3o submetidas em todas as \u00e1reas, mas em principalmente no mundo do trabalho. Se antes da pandemia a igualdade de g\u00eanero j\u00e1 era um problema que desafiava aqueles que trabalham formulando pol\u00edticas p\u00fablicas trabalhistas, ap\u00f3s esse per\u00edodo devastador da nossa hist\u00f3ria, a situa\u00e7\u00e3o ficou pior ainda, pois houve um retrocesso imenso, eliminando duas d\u00e9cadas de avan\u00e7os no que diz respeito \u00e0 inser\u00e7\u00e3o da mulher no emprego remunerado. Dados de 2020 indicam que a taxa de participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho das mulheres na Am\u00e9rica Latina e Caribe retrocedeu em mais de 10%, chegando a 46,4%. Os dados citados retratam que quase 12 milh\u00f5es de mulheres viram seus empregos desaparecer e que cerca de 1,1 milh\u00e3o de mulheres foram dispensadas de seus empregos na regi\u00e3o em 2020. Assim, as 13,1 milh\u00f5es de mulheres que perderam o emprego, ou que viram seu emprego desaparecer por conta da pandemia, somaram-se \u00e0s cerca de 12 milh\u00f5es de mulheres que j\u00e1 eram afetadas pelo desemprego antes da pandemia na regi\u00e3o mencionada, totalizando cerca de 25 milh\u00f5es de mulheres que est\u00e3o desempregadas ou fora do mercado de trabalho no momento. Importante destacar que as mulheres t\u00eam sua for\u00e7a de trabalho alocadas nos setores econ\u00f4micos mais afetados pelas crises sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica, como o de servi\u00e7os e o com\u00e9rcio. Segundo dados levantados pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organiza\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em 189 pa\u00edses, as mulheres e os adolescentes e jovens s\u00e3o os grupos que mais foram afetados pelos efeitos da pandemia no mercado de trabalho. Os mesmos dados tamb\u00e9m apontam que cerca de 113 milh\u00f5es de mulheres entre 25 e 54 anos, com parceiros e filhos pequenos, estavam fora do mercado de trabalho em 2020, enquanto que apenas 13 milh\u00f5es dos homens estavam em situa\u00e7\u00e3o semelhante, ou seja, o n\u00famero de mulheres fora dos postos de trabalho era dez vezes superior ao de homens na mesma condi\u00e7\u00e3o. Embora as mulheres tenham ao longo do tempo sido incorporadas ao mercado de trabalho, sua participa\u00e7\u00e3o ainda se d\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es inferiores aos homens, isso com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o, \u00e0 qualidade dos postos de trabalho e ao n\u00famero de horas laboradas. Ao mesmo tempo, as mulheres continuam sendo as principais respons\u00e1veis pelos afazeres dom\u00e9sticos e por todos os cuidados com filhos e demais pessoas que necessitam de aten\u00e7\u00e3o especial na fam\u00edlia. Os dados levantados pelo IBGE registram que as mulheres t\u00eam, em m\u00e9dia, 21,3 horas por semana dedicadas aos afazeres dom\u00e9sticos e ao cuidado de pessoas, quase o dobro do que os homens gastam com as mesmas tarefas, i.e., 10,9 horas. Outro levantamento mostra que, ainda que a mulher trabalhe fora de casa, ela gasta 8,2 horas a mais com as obriga\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas do que o homem com ocupa\u00e7\u00e3o e jornadas externas equivalentes. \u00c9 digno de registro que o nascimento de uma crian\u00e7a importa em deveres para ambos os pais, notadamente para conciliar o labor externo, os afazeres reprodutivos com a crian\u00e7a e mais os cuidados com a casa. Entretanto, o fato de ter filhos exige mais das mulheres do que dos homens, tanto que o estudo do Ipea de 2019, baseados nos dados da PNAD cont\u00ednua do IBGE, registrou que o percentual de pais que trabalham n\u00e3o se altera antes ou depois do nascimento das crian\u00e7as, mantendo-se em 89%. Por outra via, entre as m\u00e3es em condi\u00e7\u00e3o semelhante, o percentual parte de 60,2%, um ano antes do nascimento passa para 45,4% no primeiro trimestre de nascimento e atinge o n\u00edvel m\u00ednimo de 41,6% tr\u00eas trimestres depois, subindo a 43,7% cinco trimestres ap\u00f3s o nascimento. Isso porque, muito embora o acesso \u00e0s creches e \u00e0s escolas no Brasil seja garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, esse direito n\u00e3o \u00e9 assegurado a todos que necessitam desses servi\u00e7os, sendo que apenas 32,7% das crian\u00e7as entre 0 e 3 anos s\u00e3o atendidas, segundo dados do Censo Escolar de 2019, situa\u00e7\u00e3o que se agravou na pandemia com o fechamento de mais de 2.000 creches privadas, o que, consequentemente, impactou ainda mais a empregabilidade das mulheres. Assim, fica claro que todas a iniciativas para diminuir as desigualdades ampliadas pela pandemia da COVID-19 devem ter uma perspectiva de g\u00eanero, perpassando pela ado\u00e7\u00e3o de mecanismos que possibilitem a participa\u00e7\u00e3o plena da mulher no mercado de trabalho, com a ocupa\u00e7\u00e3o de empregos de qualidade, que assegurem igualdade de remunera\u00e7\u00e3o com os homens na mesma fun\u00e7\u00e3o, com acesso \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o profissional para aquelas que necessitam, com estruturas para o acolhimento de seus filhos em seus hor\u00e1rios de trabalho e com respeito aos seus direitos trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Carla Reita Faria Leal e D\u00e9borah Barbosa Camacho s\u00e3o membros do Grupo de Pesquisa sobre o meio ambiente de trabalho da UFMT, o GPMAT.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Reita Faria Leal e D\u00e9borah Barbosa Camacho Em alus\u00e3o ao m\u00eas de luta pelos direitos das mulheres, precisamos falar das dificuldades dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o em se inserir e se manter no mercado de trabalho, especialmente ap\u00f3s a pandemia da COVID-19, que escancarou a vulnerabilidade a que estas est\u00e3o submetidas em todas as \u00e1reas,&#8230; <span class=\"more\"><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/02\/27\/a-situacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-em-numeros\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&#8594;<\/span><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4146"}],"collection":[{"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4146"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4147,"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4146\/revisions\/4147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}