{"id":4142,"date":"2025-02-27T15:36:15","date_gmt":"2025-02-27T18:36:15","guid":{"rendered":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/?p=4142"},"modified":"2025-02-27T15:36:16","modified_gmt":"2025-02-27T18:36:16","slug":"a-semana-fashion-revolution-e-a-conscientizacao-para-uma-moda-eco-socialmente-correta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/02\/27\/a-semana-fashion-revolution-e-a-conscientizacao-para-uma-moda-eco-socialmente-correta\/","title":{"rendered":"A semana fashion revolution e a conscientiza\u00e7\u00e3o para uma moda eco-socialmente correta"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><em><strong>Carla Reita Faria Leal e Ot\u00e1vio Luiz Garcia Salles de Carvalho\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-683x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3941\" style=\"width:348px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-768x1151.jpeg 768w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1025x1536.jpeg 1025w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1366x2048.jpeg 1366w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1000x1499.jpeg 1000w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-500x749.jpeg 500w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1400x2098.jpeg 1400w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00.jpeg 1708w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana\u00a0<em>Fashion Revolution<\/em>\u00a0em 120 cidades, distribu\u00eddas em 25 estados brasileiros. O\u00a0<em>Fashion Revolution<\/em>\u00a0\u00e9 um movimento global, presente em 100 pa\u00edses, que incentiva maior transpar\u00eancia, sustentabilidade e \u00e9tica na ind\u00fastria da moda, buscando a conscientiza\u00e7\u00e3o, a mobiliza\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o dos agentes envolvidos e da sociedade de um modo geral. O movimento foi criado ap\u00f3s o desabamento do edif\u00edcio Rana Plaza que abrigava confec\u00e7\u00f5es de roupas em Bangadlesh, no dia 24 de abril de 2013, deixando mais de 1.100 mortos e 2.500 feridos, cujas v\u00edtimas, em sua maioria, eram mulheres jovens. Considerado um marco na ind\u00fastria da moda, o desastre completa 10 anos em 2023 e escancarou a realidade das prec\u00e1rias e desumanas condi\u00e7\u00f5es de trabalho de milhares de pessoas que produzem as pe\u00e7as de roupas que vestimos. O movimento se espalhou pelo mundo para frear a precariza\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria da moda, com a finalidade de evitar trag\u00e9dias como a do Rana Plaza. Assim, s\u00e3o desenvolvidas a\u00e7\u00f5es mobilizadoras com vistas a incentivar e a fazer com que as pessoas reflitam e questionem suas marcas favoritas, analisando o contexto que est\u00e1 por tr\u00e1s de cada estampa: quem fez as minhas roupas? Do que s\u00e3o feitas minhas roupas? Qual \u00e9 a cor de quem faz minhas roupas? O movimento luta por uma mudan\u00e7a radical na moda para que essa passe a dialogar com a sustentabilidade e a valoriza\u00e7\u00e3o das trabalhadoras e trabalhadores, sem explora\u00e7\u00f5es de qualquer natureza. Ele convida marcas e a pr\u00f3pria sociedade civil para aderirem ao movimento e para lutarem por uma revolu\u00e7\u00e3o da moda, tema da Semana\u00a0<em>Fashion Revolution\u00a0<\/em>2023. O primeiro chamado obrigat\u00f3rio do movimento \u00e9 o respeito pelas heran\u00e7as culturais, celebrando e fomentando a artesania e honrando a criatividade, ao passo que n\u00e3o se apropria de nada sem permiss\u00e3o ou reconhecimento de sua origem. O segundo chamado se perfaz em fortalecer a solidariedade, a inclus\u00e3o e a democracia por meio da moda, construindo um movimento que lute contra as opress\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a, classe e outras formas de exclus\u00e3o.\u00a0 [1] FASHION REVOLUTION BRASIL (Brasil).\u00a0<strong>Semana Fashion Revolution 2023<\/strong>: 22-29 abril 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/semanafashionrevolution.com.br\/. Acesso em: 21 abr. 2023.\u00a0 A ideia da hashtag #QuemFezMinhasRoupas \u00e9 levar o consumidor \u00e0 reflex\u00e3o sobre a m\u00e3o de obra utilizada para a confec\u00e7\u00e3o daquela vestimenta. Al\u00e9m disso, a provoca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem o intuito de fazer com que as empresas mostrem, celebrem e valorizem as pessoas que trabalham em cada etapa da produ\u00e7\u00e3o e da confec\u00e7\u00e3o de roupas e acess\u00f3rios, considerando que muitos s\u00e3o os casos de redu\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravos e viola\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas relacionados \u00e0 ind\u00fastria t\u00eaxtil.Ademais, atualmente muitas pe\u00e7as de roupa s\u00e3o feitas com produtos e subst\u00e2ncias agressivas ao meio ambiente (muitos desses nocivos tamb\u00e9m \u00e0 sa\u00fade humana), cuja mat\u00e9ria-prima \u00e9 extra\u00edda de fontes poluentes, como o couro bovino ou o petr\u00f3leo. Para isso, o movimento criou a hashtag #DoQueS\u00e3oFeitasMinhasRoupas, com o objetivo de educar as pessoas sobre os impactos ambientais dos materiais utilizados.O consumo de roupas e acess\u00f3rios tamb\u00e9m precisa estar alinhado \u00e0 sustentabilidade ambiental, de modo que a sociedade cobre e as empresas de produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil invistam em tecnologias limpas ou que impactam minimamente o meio ambiente. Tem-se como exemplo a utiliza\u00e7\u00e3o da fibra-c\u00e2nhamo para a confec\u00e7\u00e3o de roupas, como uma alternativa para a moda com zero desperd\u00edcio.O movimento tamb\u00e9m nos conclama a refletir sobre as implica\u00e7\u00f5es do racismo no mundo da moda. Deste modo, criou-se a hashtag#ACorDeQuemFezMinhasRoupas para enfrentar o debate sobre moda e racismo, identificando as demandas dos profissionais da ind\u00fastria da moda e promovendo uma cultura que favore\u00e7a a diversidade racial e inclus\u00e3o de trabalhadores negros e negras em cargos de gest\u00e3o e cargos executivos, promovendo oportunidades de crescimento para tais trabalhadores. Vale dizer que, entre os anos de 2016 e 2018, quatro a cada cinco pessoas resgatadas em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravo eram negras.\u00c9 importante lembrar que a moda n\u00e3o est\u00e1 apenas nas passarelas ou nas vitrines das grifes de luxo e capas de revistas, mas no dia a dia de todas e todos. Por tr\u00e1s de cada pe\u00e7a de roupa vendida pode existir uma s\u00e9rie de trabalhadoras e trabalhadores explorados e produzindo com vistas apenas na maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros. Deste modo, em um pa\u00eds onde a maioria da popula\u00e7\u00e3o empobrecida \u00e9 negra, a cor de quem ocupa esses postos de trabalho t\u00e3o precarizados \u00e9 de suma import\u00e2ncia. Com os tr\u00eas questionamentos acima detalhados, o movimento<em>\u00a0Fashion Revolution<\/em>\u00a0busca fomentar a transpar\u00eancia entre as marcas e fabricantes de roupas, estimulando a sociedade civil a questionar e a cobrar para que as empresas da moda prestem contas \u00e0 sociedade acerca de suas atividades e na ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis. Para saber mais sobre o movimento Fashion Revolution e acompanhar os eventos da semana, siga os perfis do Fashion Revolution Brasil e GPMAT no Instagram, tendo mais detalhes sobre a semana, os eventos a serem realizados e os\u00a0<em>posts\u00a0<\/em>sobre o tema de 2023.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Carla Reita Faria Leal e Ot\u00e1vio Luiz Garcia Salles de Carvalho s\u00e3o membros do Grupo de Pesquisa sobre meio ambiente do trabalho da UFMT, o GPMAT.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Reita Faria Leal e Ot\u00e1vio Luiz Garcia Salles de Carvalho\u00a0 Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana\u00a0Fashion Revolution\u00a0em 120 cidades, distribu\u00eddas em 25 estados brasileiros. 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