{"id":4019,"date":"2025-02-19T00:07:23","date_gmt":"2025-02-19T03:07:23","guid":{"rendered":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/?p=4019"},"modified":"2025-02-19T00:07:24","modified_gmt":"2025-02-19T03:07:24","slug":"os-efeitos-da-pandemia-do-novo-coronavirus-no-mercado-de-trabalho-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/02\/19\/os-efeitos-da-pandemia-do-novo-coronavirus-no-mercado-de-trabalho-brasileiro\/","title":{"rendered":"Os efeitos da pandemia do novo coronav\u00edrus no mercado de trabalho brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>Por Carla Reita Faria Leal &amp; Amanda Cristina Campos de Almeida <\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3949\" style=\"width:317px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg 684w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-768x1151.jpeg 768w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1025x1536.jpeg 1025w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1000x1498.jpeg 1000w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-500x749.jpeg 500w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1.jpeg 1068w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dois mil e vinte foi, sem sombra de d\u00favidas, um ano de muitos desafios para todos. A pandemia do coronav\u00edrus imp\u00f4s uma nova realidade aos mais de 7 bilh\u00f5es de habitantes do planeta com a ado\u00e7\u00e3o, por parte dos governos nacionais, de uma s\u00e9rie de medidas de distanciamento social com vistas a reduzir a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o da Covid-19. Al\u00e9m de causar a morte de mais de um milh\u00e3o e seiscentas mil pessoas em todo o mundo, a Covid-19 gerou um impacto severo na economia global gerando grandes d\u00e9ficits em v\u00e1rios pa\u00edses. No Brasil, onde a economia j\u00e1 vinha sofrendo com uma din\u00e2mica de baixo crescimento nos \u00faltimos anos, as consequ\u00eancias da crise provocada pela pandemia foram ainda mais dr\u00e1sticas. Alguns dados demonstram esses efeitos catastr\u00f3ficos da pandemia na economia e no  mercado de trabalho brasileiros. O Produto Interno Bruto do pa\u00eds, que at\u00e9 o in\u00edcio do ano crescia timidamente, teve no terceiro semestre de 2020, segundo o DIEESE. At\u00e9 o primeiro trimestre do ano de 2020, per\u00edodo em que os \u00edndices de desemprego j\u00e1 eram altos, o mercado de trabalho passava por um problem\u00e1tico processo de expans\u00e3o do trabalho informal em detrimento dos v\u00ednculos formais de emprego. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios do IBGE (PNAD cont\u00ednua) , a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o era de 12,2% da for\u00e7a produtiva \u00e0 \u00e9poca. Se a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o era favor\u00e1vel, o advento da pandemia agravou ainda mais este panorama. Os dados do segundo trimestre de 2020 revelam que a aprova\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial e o medo de procurar ocupa\u00e7\u00e3o, dado o perigo de contamina\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus, abrandou o aumento do n\u00famero de desocupados, que praticamente manteve-se est\u00e1vel em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo anterior, totalizando 12,8 milh\u00f5es de pessoas (DIEESE). Contudo, no terceiro trimestre, a realidade veio \u00e0 tona com a flexibiliza\u00e7\u00e3o das medidas de isolamento social. A busca por emprego intensificou-se neste per\u00edodo, tendo o n\u00famero de desocupados de 14,1 milh\u00f5es. A taxa de informalidade, que tamb\u00e9m preocupa, chegou a 38%, correspondendo a 31 milh\u00f5es de trabalhadores informais. Para as mulheres os impactos foram ainda maiores com uma queda na taxa de participa\u00e7\u00e3o feminina na for\u00e7a de trabalho que atingiu 46,3% no final do segundo trimestre deste ano, menor resultado desde 1990 (DIEESE). De outro lado, o rendimento m\u00e9dio dos ocupados cresceu, mas este dado reflete, na verdade, a triste realidade de que os trabalhadores com as menores rendas foram os que mais perderam ocupa\u00e7\u00f5es, ao passo que os de maior renda conseguiram manter o seu trabalho. Os impactos socioecon\u00f4micos negativos da pandemia s\u00f3 n\u00e3o foram piores porque algumas poucas a\u00e7\u00f5es foram capazes de mitig\u00e1-los, notadamente a aprova\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial e da Medida Provis\u00f3ria 936, transformada na Lei n.\u00ba 14.020, a qual garantiu que em torno de um ter\u00e7o dos trabalhadores com carteira de trabalho assinada mantivesse o v\u00ednculo empregat\u00edcio com a redu\u00e7\u00e3o da jornada e sal\u00e1rio ou com a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do contrato. Todos os dados apresentados evidenciam que a pandemia acentuou uma situa\u00e7\u00e3o de precariza\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade que j\u00e1 assolava a classe trabalhadora brasileira. S\u00e3o grandes os desafios para a supera\u00e7\u00e3o da crise sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica deflagrada pelo novo coronav\u00edrus. O fim do pagamento do aux\u00edlio emergencial, que foi respons\u00e1vel pela compensa\u00e7\u00e3o de quase 45% do impacto da pandemia sobre a massa de rendimentos, e a imin\u00eancia de uma segunda onda da Covid-19 a n\u00edvel mundial imp\u00f5em uma s\u00e9rie de incertezas quanto ao futuro da economia e do mercado de trabalho. Precisamos mais do que nunca que os administradores e legisladores, das esferas municipal, estadual e federal, se empenhem em buscar solu\u00e7\u00f5es para esse problema, pois um n\u00famero cada vez maior de pessoas no Brasil caminha para a mais absoluta mis\u00e9ria e fome. Desejamos um 2021 cheio de realiza\u00e7\u00f5es, mas em especial com muita sa\u00fade e trabalho digno para todos os brasileiros.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Carla Reita Faria Leal e Amanda Cristina Campos de Almeida s\u00e3o membros do grupo de pesquisa sobre o meio ambiente do trabalho da UFMT, o GPMAT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carla Reita Faria Leal &amp; Amanda Cristina Campos de Almeida Dois mil e vinte foi, sem sombra de d\u00favidas, um ano de muitos desafios para todos. 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