{"id":3999,"date":"2025-02-15T19:20:25","date_gmt":"2025-02-15T22:20:25","guid":{"rendered":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/?p=3999"},"modified":"2025-02-15T19:20:54","modified_gmt":"2025-02-15T22:20:54","slug":"a-sindrome-de-boreout-e-o-seu-impacto-navida-do-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/index.php\/2025\/02\/15\/a-sindrome-de-boreout-e-o-seu-impacto-navida-do-trabalhador\/","title":{"rendered":"A s\u00edndrome de boreout e o seu impacto navida do trabalhador"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p>Carla Reita Faria Leal<br>Amanda Cristina Campos Almeida<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3949\" style=\"width:288px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-684x1024.jpeg 684w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-768x1151.jpeg 768w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1025x1536.jpeg 1025w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-1000x1498.jpeg 1000w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1-500x749.jpeg 500w, https:\/\/gpmat-ufmt.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-13-at-08.22.00-1.jpeg 1068w\" sizes=\"(max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A s\u00edndrome de boreout, assim como a s\u00edndrome de burn-out sobre a qual j\u00e1 tratamos aqui, pode gerar consequ\u00eancias negativas \u00e0 sa\u00fade mental do trabalhador. O nome desse transtorno adv\u00e9m do termo ingl\u00eas \u201cbored\u201d que significa \u201centediado\u201d, isto porque a s\u00edndrome se caracteriza pelo t\u00e9dio cr\u00f4nico causado pela falta de perspectivas e de motiva\u00e7\u00e3o no trabalho. Ao contr\u00e1rio da s\u00edndrome de burn-out que decorre do excesso de demandas no ambiente de trabalho, na s\u00edndrome de boreout o desequil\u00edbrio \u00e9 causado pela escassez de carga laboral, que pode ser de quantidade ou de qualidade do trabalho. H\u00e1 uma profunda falta de entusiasmo e de prazer do trabalhador no desenvolvimento das suas tarefas laborais, problemas que podem ser t\u00e3o perigosos quanto o excesso de trabalho. V\u00e1rios fatores podem dar origem \u00e0 s\u00edndrome de boreout, tais como: o cumprimento de tarefas inferiores \u00e0s capacidades do trabalhador; a imposi\u00e7\u00e3o de atividades repetitivas e\/ou mon\u00f3tonas diariamente e por horas seguidas; a aus\u00eancia de oportunidades de crescimento na empresa; a discrep\u00e2ncia entre as expectativas do trabalhador e a posi\u00e7\u00e3o em que ele se encontra; a impossibilidade de promo\u00e7\u00e3o ou de aumento de sal\u00e1rio; a falta de est\u00edmulo ou de reconhecimento pelos superiores; o recebimento de menos responsabilidade do que se entende merecer; e a limita\u00e7\u00e3o de ideias e de sugest\u00f5es inovadoras. Em consequ\u00eancia dessas problem\u00e1ticas, o trabalhador passa a sentir profundo aborrecimento, exigindo pouco de si mesmo e realizando apenas o necess\u00e1rio para n\u00e3o perder o emprego. Ele se sente sem desafio no trabalho, n\u00e3o se interessa pelas atividades laborais e sente t\u00e9dio extremo no ambiente laboral. A falta de desafio no trabalho se caracteriza pela percep\u00e7\u00e3o do trabalhador de que suas atividades s\u00e3o escassas, pouco estimulantes, sem relev\u00e2ncia ou aqu\u00e9m da sua capacidade intelectual. O desinteresse no trabalho, por outro lado, ocorre quando o trabalhador n\u00e3o se identifica com a natureza do seu trabalho, da organiza\u00e7\u00e3o em que trabalha, da atividade desenvolvida ou da sua situa\u00e7\u00e3o dentro da empresa. O t\u00e9dio no trabalho, por fim, se caracteriza pelo total des\u00e2nimo e desorienta\u00e7\u00e3o do trabalhador que se encontra perdido sobre o que fazer para preencher o seu tempo de trabalho. Em rela\u00e7\u00e3o aos efeitos na sa\u00fade do trabalhador, a s\u00edndrome de boreout pode causar preju\u00edzos f\u00edsicos, mentais e emocionais, como, por exemplo, irritabilidade, ins\u00f4nia, d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as de pele e instabilidade ps\u00edquica, que pode se manifestar na forma de depress\u00e3o, ansiedade ou estresse cr\u00f4nico. Para a organiza\u00e7\u00e3o, por outro lado, a maior consequ\u00eancia da s\u00edndrome \u00e9 a queda da produtividade do trabalhador. Um estudo da Universidade de Lancashire, da Inglaterra, demonstrou que as pessoas entediadas t\u00eam um desempenho profissional prec\u00e1rio e comentem mais erros. Como o desenvolvimento da s\u00edndrome de boreout relaciona-se a aspectos da cultura organizacional, o trabalhador pode buscar a resolu\u00e7\u00e3o do problema estabelecendo um di\u00e1logo aberto com seus superiores hier\u00e1rquicos em busca de oportunidades e de projetos dispon\u00edveis, demonstrando interesse e capacidade de desenvolver novas e diferentes tarefas. A empresa tamb\u00e9m deve reconhecer o seu papel neste processo, criando estrat\u00e9gias e a\u00e7\u00f5es para evitar o sentimento de t\u00e9dio no ambiente laboral. Alinhar de forma clara as expectativas dos trabalhadores com as necessidades da empresa e valorizar o profissional e sua autoestima tamb\u00e9m s\u00e3o atitudes necess\u00e1rias. \u00c9 preciso estar atento, portanto, para um prov\u00e1vel aumento da incid\u00eancia da s\u00edndrome de boreout durante a pandemia do novo coronav\u00edrus em raz\u00e3o do isolamento social e do trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia. Deve-se ter em mente que sentir um pouco de t\u00e9dio no trabalho \u00e9 normal, contudo, quando este problema \u00e9 cr\u00f4nico e afeta negativamente a vida pessoal e\/ou vida profissional do trabalhador, faz-se necess\u00e1ria a procura de atendimento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico. O ideal \u00e9 buscar sempre um equil\u00edbrio saud\u00e1vel entre o desafio e a motiva\u00e7\u00e3o, evitando-se tanto a sobrecarga quanto a subcarga de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Carla Reita Faria Leal e Amanda Cristina Campos Almeida s\u00e3o membros do grupo de pesquisa sobre o meio ambiente do trabalho da UFMT, o GPMAT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Reita Faria LealAmanda Cristina Campos Almeida A s\u00edndrome de boreout, assim como a s\u00edndrome de burn-out sobre a qual j\u00e1 tratamos aqui, pode gerar consequ\u00eancias negativas \u00e0 sa\u00fade mental do trabalhador. 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